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Condomínio no Morumbi é alvo do 4º arrastão do ano
Condomínio no Morumbi é alvo do 4º arrastão do ano
Quinze assaltantes entraram em residencial usando selo de identificação de moradores em três carros. Com pistolas e metralhadora, renderam donos dos imóveis e empregados e levaram dinheiro, joias e objetos de 4 casas
Uma quadrilha de 15 ladrões bem vestidos e armados de pistolas, revólveres, metralhadora com silenciadores furou a segurança de um condomínio de luxo do Morumbi, zona sul da
capital, na manhã de ontem, amarrou moradores e empregados de quatro casas e as assaltou em um intervalo de menos de 90 minutos. O bando fugiu e ninguém ficou ferido. Em um dos imóveis roubados, mora o jornalista e apresentador Evaristo Costa, do Jornal Hoje, da Rede Globo. Ele não estava no local. Este foi o quarto arrastão a condomínios registrado na capital neste ano. Em 2009, foram 38.
Entre os bens roubados já detalhados pelas vítimas aos policiais do 89º DP (Portal do Morumbi), constam seis máquinas fotográficas digitais, três IPods, sete computadores portáteis, sete celulares, acessórios de informática, US$ 2,9 mil e R$ 1,5 mil em dinheiro e mais de 50 joias, entre colares, anéis e pulseira de brilhante, pérolas, ouro e diamante, além de cartões de créditos e documentos pessoais das vítimas.
De terno, paletó ou trajes sociais e com rádio comunicadores, os assaltantes chegaram ao local por volta das 7h nos mesmos veículos usados na fuga - um Fox, um Polo e um Idea. Os carros estariam, segundo informou um porteiro do residencial, com os selos que liberam a entrada dos moradores no condomínio Maison Vitória Régia, localizado dentro de outro residencial do Morumbi.
Um porteiro foi rendido e, com a ajuda de pelo menos três criminosos que chegaram ao local de táxi, o assalto às residências começou sem que outros moradores desconfiassem da ação. O residencial tem, no total, 24 casas.
Segundo um morador, a ação criminosa era cronometrada - havia hora para invadir cada imóvel - e os ladrões sabiam que naquele momento não haveria crianças nas casas escolhidas. A maioria dos que estavam nos imóveis era formada por empregados.
De acordo com o relato de uma testemunha, antes de entrar em uma das casas, os ladrões esperaram alguns minutos para que o pai da família pudesse deixar o condomínio de carro, com os dois filhos gêmeos de 7 anos, sem perceber o que estava ocorrendo. Munido de uma metralhadora e posicionado na portaria, um dos integrantes da quadrilha acompanhou a saída desse veículo.
Nessa mesma residência, a mãe das crianças foi surpreendida no banheiro da casa. Sem fazer alarde, um assaltante abriu a porta, mostrou a arma e avisou: “Estou esperando a senhora aqui fora (do banheiro)”. Depois, foi obrigada a entregar todas as joias e amarrada em uma cadeira, junto com empregada, grávida de 8 meses.
A cada ação, a cena se repetia: a quadrilha anunciava o assalto, amarrava os empregados ou os moradores, limpava a casa e seguia para a próxima. Como havia silenciadores em algumas armas, as vítimas se apavoraram. “Foi uma hora de terror”, resumiu um empresário (leia texto ao lado).
Toda a ação ocorreu das 7h às 8h30, horário em que os assaltantes entrariam na quinta casa do residencial, onde estava um bebê de um ano e meio. Antes disso, porém, veio o aviso, via rádio: “Deu BO”. Foi a senha para a fuga.
Os moradores têm certeza de que os criminosos tinham detalhes da rotina das casas. Segundo o registro policial, o circuito interno de TV do condomínio não estava funcionando na hora da ação, o que foi desmentido por um porteiro. O botão anti-pânico da portaria não foi acionado. A polícia diz ter identificado um suspeito.



